Ele estava correndo para não perder o ônibus, não queria desapontar aos outros.
Mas ele inevitavelmente teria de pegar o próximo ônibus.
Ninguém o ouviu, estavam todos em seu mundinho, pouco se fodendo para o que ele tinha pra falar.
A culpa não fora dele, as circunstâncias eram irremediáveis.
E novamente ninguém o ouviu, simplesmente não se importavam.
E depois que ele não queria e nem podia mais falar, se assustaram e queriam ouvir, mas já não tinha mais volta.
Mayã Gonzalez